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Quem é ele (ela)?

 

Olá, galera! Bem, sou Paulo Murillo dos Santos (Tio Paulo), nasci em Goiânia no dia 20.08.1981. Para minha felicidade, sou a rapa do tacho daqui de casa, o que sempre causou desconforto (brigas!) entre mim, minha irmã e meu irmão. Certa vez fomos às compras e minha mãe me presenteou com um lindo e caríssimo tênis chamado M2000 (quem tem mais de 20 anos sabe do que estou falando!), era lindo. Ah, como eu gostava daquele tênis! Meu irmão, com toda razão, ficou furioso e pediu explicações para minha mãe sobre o motivo de eu ter ganhado “o tênis” e ele não. Pela grosseria, petulância e pelo desrespeito, ficou de castigo alguns bons dias. Eu juro que não tenho culpa de ser mimado! Coitados!
Estudei durante toda 1ª e 2ª fase do ensino fundamental no Colégio Maria Betânia. Era um lugar legal demais! Mas veio o ensino médio e acabou com a graça. Consegui uma bolsa no Colégio Dinâmico e fui pra lá. Paralelamente aos estudos, minha infância e adolescência foram recheadas de esportes. Jogava futebol todos os dias na rua, o chamado “golzinho”. Meu futebol até que era promissor, mas fiz uma escolha muito melhor, a de estudar. Penso que se o caminho escolhido fosse o outro, o Kaká, certamente perderia seu lugar na seleção. A paixão pelo futebol é incomensurável, mas também me arrisquei em vários outros esportes. Fiz capoeira, judô, natação, vôlei e até tênis de mesa (pingue-pongue). Foi nesse esporte que consegui um honroso 3º lugar na extinta copa BEG. No Dinâmico fiz parte da seleção de vôlei, fomos a primeira equipe a trazer um título para a escola. Ganhamos a copa Telegoiás de Voleibol.
Felizmente o ensino médio acabou e passei em alguns vestibulares. Fiz Ciências Computação na UFG e Engenharia da Computação na UCG, ambos incompletos. Sou a experiência viva de que não adianta fazer um curso sem amá-lo. Abandonei os dois e iniciei matemática na UFG. Lá, me formei em Licenciatura Matemática no ano de 2005. Muito antes de formar, comecei a dar monitoria pelos cursinhos de Goiânia até que, um dia, uma galera do Colégio Campus (Osni, Alberto, Ligeiro e Custódio), me deu a oportunidade de entrar em uma sala de aula e dela, não saí mais. Já são 7 anos de experiência profissional e tenho certeza de que, enquanto minha dupla sertaneja ( Paulo & Ricardo) não deslanchar ( Risos ... ), pretendo ficar por mais algum tempo nessa gloriosa mas árdua tarefa que é a educação.
Finalizando, fico feliz por ter um relacionamento legal com meus alunos e meus companheiros de profissão. Penso que, juntos, fazemos um bom trabalho! Um abraço, pessoal. Muita saúde e paz!
"Não há nada como o sonho para criar o futuro; utopia hoje, carne e osso amanhã..." (Victor Hugo).

Laura de Oliveira
Nasci na Maternidade Fêmina, em Goiânia, no dia 27 de junho de 1985. Filha de bancários, passei meus primeiros anos de vida migrando de cidade em cidade até que, no início da década de 90, minha família de nômades decidiu se sedentarizar e fixar residência em Goiânia. Nos primeiros anos em Goiânia, cursei a primeira fase do ensino fundamental no Colégio Santo Agostinho e dei as primeiras braçadas nas piscinas do Jóquei Clube de Goiás. Meu primeiro grande feito foi um (honroso) vice-campeonato nos 100 metros nado costas no Campeonato Goiano de Verão, categoria petiz 1, em 1996, e um quarto lugar nos 200 medley no Campeonato Centro-Oeste, no ano seguinte. Em 1997, fui estudar no extinto Colégio Pré-Médico, onde descobri a paixão pela escrita e pelas “histórias”. Em 2000, fui aprovada no processo seletivo e ingressei no CEFET, antiga Escola Técnica Federal de Goiás, pretendendo cursar edificações e preparar-me para a faculdade de arquitetura. Em meio aos números e às fórmulas matemáticas, porém, decidi converter o prazer em profissão e prestar vestibular para o curso de História. Graduei-me em História pela Universidade Federal de Goiás no ano de 2006 e, atualmente, curso mestrado em História na mesma instituição, onde desenvolvo pesquisa sobre História, Filosofia e Ética das Ciências nos séculos XX e XXI. Entre as minhas experiências profissionais, destaco o trabalho como secretária bilíngüe do Centro de Estudos do Caribe no Brasil, as atividades de conservação e restauro no Museu Antropológico e os bicos de figurante em comerciais da CELG e da CDL que, não fosse a minha firme opção pela carreira de historiadora, teriam me rendido um futuro promissor em Hollywood. Desde 2006, trabalho no Colégio Integrado Jaó, onde desempenhei a função de monitora e agora, no início do ano, estreei no gratificante e desafiador ofício de lecionar História no ensino fundamental.

Marcos das Neves Tucano.
Nasci na madrugada do dia 14 de agosto de 1955 (faz tempo), um domingo, no Hospital São Marcos que existe até hoje no centro de Goiânia. Passei meus primeiros anos de vida na cidade de Itauçú, que também existe até hoje entre Inhumas e Itaberaí. Voltei aos quatro anos para Goiânia e fixamos residência no Bairro Popular, que não existe mais, onde passei toda minha infância. Estudei no Ipê, que ainda existe no mesmo lugar, no Instituto Araguaia, este já fechou, na Escola Técnica, que virou CEFET e no Colégio Carlos Chagas, que também ficou apenas na lembrança. O apelido, devido ao nariz grande (devidamente reparado aos 19 anos), vem dos tempos de criança e praticamente já se incorporou ao nome.
Aos 17 anos, incentivado pelo professor e amigo Ademir Ribeiro Hamú, hoje médico, comecei a dar aulas e nunca mais parei. Entrei na UFG em 1973, no Curso Superior de Tecnologia Médica – Modalidade Saneamento Ambiental. Este curso foi absorvido parte pela Engenharia e parte pela Biologia. Depois fiz extensão na UnB e posteriormente na USP. Graduei como tecnólogo em saneamento ambiental e depois como sanitarista. Este tempo todo continuava dando aulas no Colégio Carlos Chagas ou para um grupo de colegas em São Paulo. Antes disso tentei ser jogador de futebol, um tremendo perna-de-pau que só jogou no aspirantes do Goiânia porque meu ex-cunhado era presidente do clube. Aos 22 anos montei a Tucano`s Disco Club, a maior boate de Goiânia que, nos finais de semana, reunia mais de mil pessoas. Como era muito inexperiente, em três anos ficaram só os prejuízos.
Mas isso não me abalou por muito tempo. Era do primeiro time do Colégio Carlos Chagas que na época mandava em Goiânia com sete sedes e mais de 13 mil alunos e ganhava muito bem. Cheguei a dar 16 aulas por dia. Em 83 escrevi meu primeiro livro, “Zoologia para vestibular”. Em 84, resolvi dar uma guinada na vida e fui tentar a sorte nos EUA onde fiquei quase três anos. Fui entregador de pizza, conzinheiro, mecânico e aproveitei para fazer mais um curso ligado à biologia na UCLA. Foi lá que casei pela primeira vez, por procuração, com Andréa, mãe de Stephannie (1988) e Cláudio (1991). Foi a única época em que parei de dar aulas. Consegui o green-card e ia muito bem na Califórnia, mas a saudade da família e do Brasil falou mais alto.

Em 87 voltei para Goiânia, montei um bar na praça Tamandaré (Tucano`s Bar) e retornei à sala de aula. Naquele mesmo ano, meu amigo Luiz César do Amaral Muniz, o saudoso Leleco, e o diretor da TV Goyá, Robson José Dias, me acharam com cara de artista. Acabei na televisão onde trabalhei por 10 anos. Comecei na TV Goyá, passei pela Brasil Central, Serra Dourada e Goiânia. Fui apresentador, repórter, produtor, editor, camera-man e roteirista. Também trabalhei como articulista no Diário da Manhã por seis anos. Nesses anos todos trabalhei em vários colégios de Goiânia, mas dava poucas aulas, já que a televisão ocupava a maior parte do meu tempo.
Em 94 casei pela segunda vez com Camila, mãe de Júlia (2001) e Pedro Arthur (2004). Continuamos casados e felizes. Ainda nos anos 90 criei o Axé Goiânia que depois daria lugar ao Carná Goiânia. Que continua até hoje.
Meus filhos sempre estudaram no Educandário Yara. Então, em 1998, pensei em montar um colégio no Setor Jaó já que a região não contava com nenhum de Ensino Médio. Na época lecionava no Colégio Campus e apresentava um programa na TV Goiânia. Ubirajara Berocan Leite Filho, que já era meu parceiro em outros negócios, topou a parada e fundamos o Colégio Integrado Jaó. Foi um começo difícil. No primeiro ano tínhamos menos de 60 alunos em três turmas. Éramos considerados como “colégio de periferia”. Com os primeiros vestibulares demos a volta por cima. Em 2002 absorvemos a segunda fase do Ensino Fundamental do Yara.
Voltei para universidade. Fiz pós-graduação em Gestão Ambiental e logo depois em Gestão Escolar pela UFG. Em 2003 escrevi meu segundo livro “Afinal, por que devo estudar”. Em 2005 inauguramos nossa sede própria na Alameda Paranã. Em 2006 atingimos nosso resultado mais expressivo: o primeiro lugar geral na UnB. Dizem que o homem só se realiza quando tem filhos, planta uma árvore e escreve um livro. Já Richard Bach, no livro “Ilusões”, diz o seguinte: “Eis aqui um teste para saber se sua missão está cumprida na Terra: se você está vivo, não está”. Fico com ele, aos 51 (uma boa idéia), ainda quero trilhar muitos caminhos.

João Batista Ribeiro - JB
Quando nasci, um anjo torto destes que vivem nas sombras disse: vai chikechike, ser goche na vida! Minha mãe teve problemas com o leite e aí o bicho pegou para mim. Emagreci feito um cachorro vadio e fui desenganado pelo Dr. José Humberto, pediatra que tratava a meninada pobre de minha cidade natal. Minha mãe, mulher de fé, correu até a igreja da Medalha Milagrosa e fez a promessa a Nossa Senhora de que se eu vingasse, ficaria sete anos sem cortar os cabelos e ainda sairia de anjo na festa da padroeira da cidade Nossa Senhora da Abadia e se esforçaria para eu ser padre. E aconteceu, que quando saía da igreja, minha mãe encontrou uma velha conhecida que acabara de ter um bebê e estava sobrando leite. Dona Bilica era seu apelido. Levaram-me para mamar na negra Bilica e falam que, em pouco mais de mês, eu já estava fora de perigo e esperto feito um coelho, engordando dia-a-dia. O milagre havia acontecido e agora era tratar de cumprir a promessa feita porque com santo não se brinca. Porque caso se precise novamente dele é bom que se tenha as contas em dia. Cresci sendo chamado de mariinha, apelido que me rendeu muitas brigas e desavenças em casa e na rua. Hoje seria um trunfo extraordinário aquele cabelão que mamãe tratava com banha de capado e babosa da horta. Aos sete anos, tive o cabelo cortado e posto nos pés da Senhora da Medalha Milagrosa e vestido de anjo que não era nem um pouco participei fervosomente da procisão de 15 de agosto, dia importante de Nossa Senhora da Abadia, padroeira da cidade. Tendo cortado o cabelo, ao contrário de Sansão, readquiri minha antiga identidade masculina e parece que passei por um ritual iniciático. Eu era bem pequeno, tinha sete anos, mas lembro-me de tudo como que fosse hoje. Inclusive desta foto tirada no estúdio dos Shroden, retratista famoso da cidade e que custou a meu pai uma fortuna, já que ele era carroceiro e pelo que se sabe ganhava muito pouco.

Ps:O professor JB ainda não trouxe a velha e valiosa foto desbotada pelo tempo para ser scaneada. Em breve ela estará ilustrando sua história de via.

Aguardando os currículos dos seguintes professores dentre outros.

Professor Alberto Rogélio Orioli. Paulistano, Biólogo, ex-mestre cervejeiro da Antarctica. É o coordenador de Biologia e Ciências.

Ana Paula Cotrin. Professora de Geografia. No ano passado retornou da Espanha onde, durante quatro anos, fez mestrado e outras especializações.

Camila F. de Oliveira das Neves. Professora da Matemática e Coordendadora do Integral.

Eugênia Fraietta, professora da Análise Literária. Seu rico curriculum conta com uma pós-graduação na USP.

Leopoldo Alcântara, professor e coordenador de História.

Marcioni Panisi. Professora de Língua Portuguesa e Análise Literária.

Professor Samuel. Matemática. Pouca gente sabe do fato, mas a verdade é que ele é argentino.

Nascido em Nova Veneza, cidade conhecida por ter sido colonizada quase exclusivamente por italianos, o Professor Sandoval Estival leciona e é coordenador de Química.

Andréia Braga. Língua Portuguesa e Análise Literária.

Natural da progressista Leopoldo de Bulhões, Divino Lindria do Nascimento é professor e coordenador de Língua Portuguesa ou, como ele prefere, Estudos Linguísticos.

Patrick Correia, Biologia.

 

 

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