Metodologia
Com apenas uma turma de terceira série e com alunos formados
no colégio desde as séries iniciais. O Integrado Jaó
surpreende pelos resultados obtidos nos vestibulares. Terceiro colocado
no Enem é o único entre os cinco primeiros que não
tem cursinho e que conta com alunos formados desde o ensino fundamental.
Adotamos a filosofia de não massacrar nossos alunos. Não
temos aulas nem simulados aos domingos, promovemos gincanas, almoços
e viagens e levamos nossos vestibulandos para uma viagem de lazer
apenas três dias antes do vestibular da UFG além de
não darmos aulas na véspera da prova. Os alunos são
convidados para uma confraternização no colégio
onde procuramos prepará-los mais no aspecto emocional. No
Integrado estuda-se muito, mas dentro de uma programação
equilibrada que vem desde as séries iniciais. A revista Veja
traz esta semana (31 de agosto de 2008) uma reportagem com os alunos
campeões de vários vestibulares. O que eles fizeram
foi o que buscamos fazer com nossos alunos.

ELES VENCERAM O VESTIBULAR
Cinco milhões de jovens brasileiros vão enfrentar
o
vestibular para 22?000 cursos no fim do ano – momento
para o qual a maioria já começou a se preparar.
Monica Weinberg
Não existe nada parecido com uma fórmula para passar,
mas a experiência de gente que venceu essa etapa com sucesso
pode ser útil. VEJA ouviu os dez animados estudantes que
aparecem nestas páginas. Seus currículos, separados
por muitas diferenças, têm um ponto em comum: todos
ficaram em primeiro lugar no último vestibular. Os campeões
ingressaram em distintas carreiras e universidades espalhadas por
todo o Brasil. Para chegar ao topo, nenhum deles precisou varar
madrugadas nem abdicar dos fins de semana. Eles conseguiram, no
entanto, o mais difícil nesse caso: manter o foco com admirável
disciplina. A seguir, o grupo dá sugestões de como
otimizar o duro período que antecede o vestibular e divide
algumas de suas estratégias para resolver a prova.
Seis meses antes da prova.
Horas de estudo em casa: quatro por dia (e só
durante a semana)
Comentário: é o suficiente para revisar
os assuntos tratados em sala de aula naquele dia; o básico
para fixar a matéria – sem abdicar do lazer e do sono
Simulados: todos fizeram
Comentário: foram úteis para a familiarização
com a estrutura da prova e também para saber quanto tempo
se gastava em cada matéria
Cursinho: a maioria optou por aulas extras apenas
daquelas disciplinas sobre as quais tinha menos domínio
Comentário: elas consomem menos tempo do
que um cursinho convencional e focam nos pontos em que, de fato,
há alguma dificuldade
Leitura: leram muito, além do indicado para
o vestibular
Comentário: os livros não apenas
proporcionam necessário momento de lazer como ainda elevam
a capacidade de interpretar textos, útil na hora da prova
Lazer: nenhum deles estudava muito nos fins de
semana
Comentário: manter-se desligado dos livros
por algum tempo ajudou a controlar a ansiedade
Nos dias que antecederam o exame
Horas de sono: oito
Comentário: foi o mínimo necessário
para manter a mente descansada e um alto nível de atenção
na hora da prova
Horas de estudo: quatro
Comentário: estudar mais do que isso dias
antes do concurso só aumentaria a tensão e o cansaço.
Na véspera, nenhum deles abriu um livro.
Na hora do exame
Por onde começar: os campeões responderam
primeiro às questões das disciplinas em que tinham
mais facilidade
Comentário: isso ajudou a aplacar o nervosismo
e a aumentar a autoconfiança
Cronômetro: eles administraram bem o tempo
despendido nas várias provas
Comentário: todos destinaram cerca de uma
hora para a redação, que tem peso alto na nota final.
Também não ficaram paralisados diante das questões
mais complexas. Na maioria das vezes, a resposta veio depois de
já terem seguido adiante
Acessórios: nos cursos que incluem provas
de habilidades específicas, como arquitetura e desenho industrial,
é necessário levar material próprio. Os campeões
optaram por aquele com o qual já estavam acostumados
Comentário: é melhor estar munido
do básico e não correr riscos com materiais sofisticados
justamente na hora da prova
Eis os campeões
Flavio Luiz Araújo do Nascimento,
22 anos
1º lugar geral e em medicina na Universidade Estadual do Rio
Grande do Norte
"Cheguei a estudar sete horas por dia. Era exagerado e improdutivo"
Tatiana Sansanowicz,
18 anos
1º lugar em medicina na Universidade Federal do Rio Grande
do Sul
"Resolver as questões mais fáceis antes me deu
segurança para concluir o exame"
Rodrigo Grochoski,
18 anos
1º lugar geral e em agronomia na Universidade Federal do Paraná
"Fazer um curso voltado para a prova discursiva me ajudou a
desenvolver o tipo de raciocínio exigido no vestibular"
Rebecca Holanda Arrais,
18 anos
1º lugar em psicologia na Universidade Federal do Ceará
"Fiz inscrição em três vestibulares. Funcionou
para diminuir o peso das provas"
Marina Zoega Hayashida,
19 anos
1º lugar geral e em medicina na Universidade Federal de São
Paulo
"Fazia exercícios físicos todos os dias. Mantive
assim a cabeça longe dos livros por um tempo"
Daniel Ungaretti Borges,
18 anos
1º lugar geral e em matemática na Universidade Federal
de Minas Gerais
"Não abri o livro na véspera. Preferi viajar
e descansar a cabeça"
Pedro Barreto Vinhas Abreu,
18 anos
1º lugar geral na Universidade Federal do Rio de Janeiro e
aprovação no Instituto Tecnológico de Aeronáutica*
"Foi fundamental estudar na escola em uma classe dedicada exclusivamente
ao vestibular do ITA. Isso me garantiu o foco"
*O ITA não divulga o ranking
Karina Nakahara,
25 anos
1º lugar nos cursos de humanidades da Universidade Estadual
Paulista
"Minha dica: ler o manual do candidato. Ele é útil
por ser preciso nos pontos que cairão na prova"
Fábio de Azevedo Reis,
19 anos
1º lugar em medicina na Universidade de Brasília e 2ª
colocação geral
"Usava o cronômetro na hora dos simulados. Com isso,
eu me tornei mais disciplinado em relação ao tempo"
Verônica Mello,
21 anos
1º lugar em medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro
e 2ª colocação geral
"Decidi não estudar nos fins de semana. Isso me livrou
do stress do qual sofreram alguns colegas"
Natureza
Ao
lado de 42 hectares de área preservada, o Integrado Jaó
proporciona aos seus alunos ar puro, silêncio, tranqüilidade
e segurança. Fatores fundamentais em um bom aprendizado.
São valorizados também esportes ao ar livre e o contato
com a natureza.
Na foto ao lado as Araras do Bioparque do Clube Jaó.
O Colégio Integrado Jaó trabalha com moderna metodologia,
calcada nos parâmetros da Escola do Futuro desenvolvida pela
USP, que tem como linha mestra o acompanhamento diário das
atividades do aluno via AEC's (Atividades extra-classe / tarefa
para casa), provas interdisciplinares semanais, estudos dirigidos,
plantões diários de dúvidas e reforços
de todas as matérias.
A recuperação semanal é imediata, paralela
e contínua. No Integrado Jaó o aluno é mais
do que um número. É um ser humano adquirindo conhecimentos
e cidadania, sujeito indispensável na construção
de um mundo melhor.

O aluno recebe, toda segunda-feira, um roteiro de atividades que
deverá, necessariamente, desenvolver durante a semana. Suas
tarefas são recolhidas diariamente antes da primeira aula,
vistadas e depois devolvidas. Em uma segunda etapa, o que ele fez
em casa é corrigido pelo professor em sala de aula. E, para
terminar, no último dia da semana seguinte (depois que ele
viu a matéria em sala, fez a tarefa em casa e teve revisão
com o professor) é aplicada uma verificação
de aprendizagem para identificarmos o quanto ele absorveu daquele
conteúdo especificamente. O parâmetro aceitável
é em torno de 80%. Menos do que isso é uma indicação
de que ele deve estudar mais ou ter aulas de reforço imediatamente.
Com isso, mantemos um ritmo tranqüilo, as turmas homogêneas
e obtemos excelentes resultados em todos os sentidos.
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